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29/01/2010
- 15:25
Ipen
pesquisa alternativa para fabricar produto utilizado
na área de medicina nuclear.
Tecnologia
utilizada gera menor volume de rejeitos sólidos
e líquidos
A
Agência Internacional de Energia Atômica
(AIEA) aprovou, em dezembro, a participação
do Brasil no Projeto de Pesquisa Coordenado
(CRP) para o desenvolvimento de técnicas
para produção de molibdênio-99,
utilizando urânio-235 de baixo enriquecimento
por fissão neutrônica.
O molibdênio-99
é a matéria-prima para a produção
de geradores de tecnécio-99, um radiofármaco
utilizado em cerca de 80% dos exames para
diagnóstico médico. Desde maio
de 2009, há uma grave crise internacional
no fornecimento desse radioisótopo
produzido somente em reatores nucleares, prejudicando
os pacientes.
O projeto para desenvolver o radioisótopo
será coordenado pelo Instituto de Pesquisas
Energéticas e Nucleares (Ipen) por
meio da diretoria de Radiofarmácia
(Dirf), com previsão de conclusão
no final de 2010. A ação faz
parte da estrutura do projeto para construção
do Reator Multipropósito Brasileiro
(RMB).
Vários grupos de pesquisadores do instituto
participam diretamente do projeto incluindo,
como as diretorias de Radiofarmácia,
de Projetos Especiais (DPE) e os Centros do
Combustível Nuclear (CCN), de Química
e Meio Ambiente (Cqma), de Ciência e
Tecnologia dos Materiais (Cctm) e de Células
a Combustível (Ccch).
No projeto da AIEA, a tecnologia a ser desenvolvida
é a de dissolução ácida,
que utiliza alvos de urânio metálico
e gera menor volume de rejeitos sólidos
e líquidos. O Chile é o primeiro
país participante do CRP que irá
utilizar essa tecnologia em larga escala.
O
urânio-235 de baixo enriquecimento (abaixo
de 20%) é fissionado e gera vários
isótopos, entre eles o molibdênio-99
e o iodo-131, também utilizado em medicina
nuclear. Argentina, Canadá, África
do Sul e demais países produtores de
molibdênio-99 utilizam a técnica
da dissolução básica,
dissolvendo o urânio irradiado com uma
base.
O Ipen também retoma essa linha de
desenvolvimento já pesquisada no passado,
utilizando miniplacas elaboradas pelo CCN.
As miniplacas contendo o urânio-235,
foram produzidas no CCN e passarão,
ainda não irradiadas, por experimentos
de dissolução e simulações
do restante do processo de separação
e purificação do molibdênio-99.
Sobre o Ipen
O Ipen é uma
autarquia estadual vinculada à Secretaria
de Desenvolvimento. O instituto é gerenciado
técnica, administrativa e financeiramente
pela Comissão Nacional de Energia Nuclear
(Cnen) do Ministério de Ciência
e Tecnologia.
Fonte:
www.saopaulo.sp.gov.br
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