Dos 793 mil inscritos no Sistema de Seleção
Unificada (Sisu), 222.571, ou 28% do total,
optaram por concorrer a uma das 9 mil vagas
ofertadas pelas instituições componentes
da Rede Federal de Educação Profissional
e Tecnológica. O curso de radiologia
do Instituto Federal da Bahia e o de análise
e desenvolvimento de sistemas do Instituto Federal
de São Paulo, com mais de 5 mil inscritos,
foram os destaques. De acordo com Marcelo Feres,
coordenador-geral de regulação
da Secretaria de Educação Profissional
e Tecnológica (Setec), os números
confirmam o crescimento da procura por cursos
tecnológicos. “A graduação
tecnológica é estratégica
para um país em desenvolvimento como
o Brasil”, explica. A oferta deste tipo
de curso tem aumentado anualmente. “Temos
observado um crescimento acentuado. Dados do
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
(Inep), por exemplo, mostram que saímos
de 636 cursos em 2002 para 4.355, em 2008”,
diz.
Tendência - O coordenador conta que a
demanda não é apenas por parte
dos estudantes, mas as próprias instituições
já reconhecem a educação
tecnológica como alternativa para a oferta
de ensino. “Recebemos muitas instituições
privadas que buscam se renovar por meio dos
cursos tecnológicos, afirmando que as
modalidades tradicionais já não
atraem estudantes da mesma forma que alguns
anos atrás”, observa. Ao todo,
26 instituições integrantes da
Rede Federal aderiram ao sistema. Juntas, elas
oferecem cerca de 20% das 47,9 mil vagas disponíveis
nas 51 instituições de ensino
que utilizaram o sistema como forma de seleção.
Matéria
veiculada no Jornal Correio Braziliense,
em 08 de fevereiro de 2010