OUTUBRO ROSA

Solidariedade, apoio e enfrentamento ao câncer de mama

ASCOM/CONTER - Luana G. Silveira*
31/10/2022
OUTUBRO ROSA
Conheça a rede de apoio de mulheres e para mulheres. Veja, também, a história da voluntária que venceu a doença e hoje atua para a melhora de outras pacientes
 
A Rede Feminina de Combate ao Câncer, instituição sem fins lucrativos, está espalhada pelo país em sua missão de “doar amor, enxugar lágrimas e provocar sorrisos” em pacientes com câncer de mama. A instituição oferece acolhimento, apoio emocional e material a essas mulheres, além de partilhar informações acerca da doença e motivar ao tratamento.
 
O braço da instituição, localizado em Brasília-DF e fundado em 1996, atua diariamente oferecendo apoio emocional às pacientes em tratamento oncológico, ajudando-as a enfrentar a doença, oferecendo palestras, doação de kits de higiene e visitas das voluntárias. A Rede de Brasília doa cerca de duzentas cestas básicas para as mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica em tratamento, e mil próteses mamárias por ano.
 
No DF, a instituição conta com a Casa Rosa, casa de acolhida a pacientes de outros estados que estão em tratamento no Distrito Federal e não têm onde ficar. A Casa fica localizada no Hospital de Base de Brasília - referência no combate e enfrentamento ao câncer na cidade. Ainda, a Rede Brasília promove a arrecadação de cabelo no país inteiro para produção de perucas em uma oficina onde as pacientes e voluntárias produzem perucas que serão doadas. 
 
Rede feminina Brasília em ação: doação de cestas básicas a pacientes. Foto: arquivo da instituição.
 
Para doar e colaborar com a melhora da autoestima das mulheres, o cabelo deve estar sem química e ser cortado amarrado e seco, com pelo menos trinta centímetros de comprimento, que deve ser inserido em saquinho/envelope e ser enviado para o endereço: Setor Comercial Sul – SCS – Quadra 01, Bloco G, Edifício Baracat, Sala 208, Brasília/DF, CEP: 70.309-900. Para doadoras que residem em Brasília, o cabelo também pode ser entregue na sala da Rede no Hospital de Base.
 
Da superação à solidariedade, conheça a mulher que foi atendida e hoje é voluntária da Rede Brasília
 
Maria de Fátima Cardoso de Oliveira descobriu o câncer de mama em 2018, quando realizava o autoexame durante o banho sentiu o nódulo na mama direita. “Daí pra frente foi tudo muito rápido, fiz mamografia, biópsia e foi constatado câncer na mama direita: três tipos, sendo um deles muito agressivo, o Her 2 é um tipo de câncer hormonal que se espalha muito rápido e já tinha ido pra axila”, conta a ex-paciente.
 
A mastectomia (cirurgia de remoção completa da mama) teve de ser realizada o quanto antes em Maria, após três meses da descoberta do nódulo a paciente passou pelo procedimento. “Tive o pacote completo de tratamento, em 2019 fiz doze sessões de quimioterapia, quinze de radioterapia e tomei trastuzumabe - uma medicação na veia por um ano. Atualmente estou em acompanhamento e fazendo uso do tamoxifeno, medicação para evitar uma recidiva do câncer. Fiz a reconstrução da mama com a retirada do músculo dorsal em 2021 e a segunda etapa da reconstrução neste ano”.
 
A então paciente conheceu a Rede Feminina através de uma amiga, em busca de ajuda com exames Maria foi recebida pela instituição no Hospital de Base, onde conta que foi acolhida e teve a ajuda que precisava, “Então entrei no grupo das fênix rosa - mulheres em tratamento da rede feminina. Naquele momento senti que não estava sozinha e isso me deu forças e esperança para encarar o tratamento, a partir daí fiz um compromisso comigo mesma: que ficando bem eu me tornaria uma voluntária e acolheria outras mulheres que chegassem precisando de ajuda assim como eu naquele momento”. 
 
Maria de Fátima na sala de acolhimento da Rede Feminina de Brasília. Foto: arquivo pessoal
 
Para Maria, ser voluntária é poder retribuir o acolhimento, cuidado, amor e carinho que recebeu da instituição e outras voluntárias, “Atualmente ajudo a administrar o grupo das fênix e acolho diariamente aquelas que precisam de uma palavra amiga ou de atenção para um desabafo”. A Rede Feminina de Combate ao Câncer em Brasília conta com 32 projetos entre aulas de artesanato e curso de empreendedorismo para as pacientes, doações de lenços, e remédios em falta na rede pública de saúde e apoio psicológico com profissionais.
 
A mensagem que a voluntária deixa para as mulheres é de amor e carinho: “Mulheres se amem, se cuidem e se toquem. Conheçam o seu corpo e estejam atentas para qualquer mudança, pois a descoberta no início faz toda diferença no tratamento. Para quem está em tratamento: não percam a fé e tenham força! Procurem apoio psicológico, isso ajuda muito, pois se a mente estiver bem e positiva, o corpo responderá melhor ao tratamento. Interagir com outras mulheres em tratamento e participar do voluntariado nos fortalece para continuarmos lutando. Saber que não estamos sozinhas nesse momento de vulnerabilidade faz toda diferença, isso nos fortalece e motiva a seguirmos em frente e lidarmos com todas as dificuldades e mudanças que o tratamento faz na nossa vida” - Maria de Fátima Cardoso de Oliveira, mulher que venceu o câncer de mama.
 
Para saber mais, realizar doações e colaborar como voluntário(a) da Rede, clique aqui.
Contatos: (61) 3364-5467 / rede@redefemininabrasilia.org.br / Instagram @redefemininabrasilia
 
*Texto sob a supervisão de Jônathas Oliveira