SAÚDE

O tabagismo como principal fator do câncer pulmonar

ASCOM/CONTER
29/08/2022
SAÚDE

No dia 29 de agosto, o CONTER alerta para o alto consumo de derivados do tabaco e sua ligação direta com diversos tipos de câncer e outras doenças

Instituída em 1986, em celebração à normatização para o controle do tabagismo como problema de saúde coletiva, o Dia Nacional de Combate ao Fumo reforça a mobilização e a sensibilização da sociedade para os danos sociais, políticos, econômicos e ambientais causados pelo tabaco. 
 
Os profissionais da Radiologia são imprescindíveis para o tratamento do câncer de pulmão com a aplicação de radioterapia - tratamento que utiliza radiação ionizante para matar as células cancerígenas. Essa radiação é composta de ondas eletromagnéticas que alteram a estrutura da matéria viva através da retirada de elétrons de seus átomos, processo que leva a morte da célula. Geralmente é utilizada em casos em que não há metástase e também nos que são inoperáveis.
 
Pacientes tratados com radiações tendem a ter resultados positivos, que fazem o tumor desaparecer e controlar a doença, até mesmo curar. As aplicações diminuem o tamanho do tumor, o que alivia a pressão, reduz hemorragias, dores e outros sintomas. O número de aplicações varia de acordo com a extensão e localização do tumor e estado de saúde do paciente.
 
Segundo pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2020, o tabagismo causa mais de oito milhões de mortes por ano. No Brasil, o câncer de pulmão foi responsável por mais de 28 mil mortes apenas em 2020, onde estima-se que em 85% dos casos o câncer está associado ao consumo de derivados de tabaco. 
 
Narguilé e cigarros eletrônicos
 
Apesar da falsa crença de que esses dispositivos não causam mal, é importante reforçar que ambos são derivados do tabaco. Segundo especialistas, o fumante que usa o narguilé uma vez ao dia, tem níveis urinários médios de cotinina (metabolito da nicotina) igual aos liberados por dez cigarros, o que indica que o(a) fumante fica exposto(a) a concentrações de monóxido de carbono 35 vezes mais altas do que as de um cigarro. 
 
Já o cigarro eletrônico, além de ser proibido pela Anvisa, serve como “isca” para ampliar o número de fumantes à crianças e adolescentes. Com formatos diferentes, coloridos e sabores de frutas, ele é vendido como um produto de menor risco pela não combustão da folha de tabaco. É importante frisar que não existem pesquisas que comprovem esse suposto menor risco, estudos mostram a presença de metais pesados na composição do aparelho, como estanho e sílica, também há substâncias tóxicas em líquidos anti-congelamento.
 
Saiba mais
 
Além de outros tipos de câncer e doenças, estudos apontam que um fumante apresenta cinco vezes mais chances de ter um infarto, duas vezes mais de um derrame e cinco vezes mais de um enfisema pulmonar do que um não fumante. A OMS classifica o tabagismo como a dependência da droga nicotina, presente em qualquer derivado de tabaco - cigarro, charuto, cachimbo, cigarro de palha, fumo de rolo, narguilé, etc. 
 
Ainda, segundo a Organização, o tabagismo está no “grupo dos transtornos mentais e de comportamento decorrentes do uso de substâncias psicoativas”, e é considerado como uma “doença crônica e epidêmica, transmitida por meio da publicidade e propaganda nas quais a indústria do tabaco exerce papel de vetor”.
 
E por que essa substância é tão viciante? Após ser absorvida, a nicotina atinge o cérebro entre 7 e 19 segundos, liberando substâncias químicas para a corrente sanguínea. Por sentir prazer gerado pelas substâncias, o fumante busca o cigarro em situações de estresse, “para relaxar”. A nicotina estimula o sistema nervoso central, eleva a pressão sanguínea e a frequência cardíaca do(a) usuário(a).